
Oficial de Justiça
Rogério Skylab
Crítica à burocracia e desumanização em “Oficial de Justiça”
Em “Oficial de Justiça”, Rogério Skylab faz uma crítica direta à impessoalidade do sistema judicial, usando o humor negro e o absurdo para destacar como a burocracia pode ser desumanizadora. A letra mostra a rotina mecânica do oficial de justiça, que confisca os bens do narrador sem qualquer consideração pela sua individualidade. Mesmo após a morte do narrador, o processo continua: “eu já tinha morrido” / “debaixo da terra eu não compreendia”. Isso evidencia o quanto o sistema é cego e automático, seguindo seu curso mesmo quando já não faz sentido.
A música avança do confisco de objetos materiais para itens de valor afetivo e intelectual, como “livros, discos” e a “relíquia do meu avô”. Essa progressão reforça a ideia de esvaziamento não só físico, mas também simbólico, mostrando como a burocracia reduz a vida de uma pessoa a uma simples lista de objetos. No final, Skylab desafia o ouvinte a explicar essa “parábola”, provocando uma reflexão sobre como a sociedade se tornou refém de processos frios e alienantes, que ignoram a existência e a história de cada indivíduo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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