
Chico Xavier e Roberto Carlos
Rogério Skylab
Provocação e crítica social em “Chico Xavier e Roberto Carlos”
Em “Chico Xavier e Roberto Carlos”, Rogério Skylab utiliza frases provocativas como “Chico Xavier é viado, Roberto Carlos tem perna-de-pau” para questionar a intocabilidade de figuras públicas e a maneira como a sociedade constrói e protege seus ídolos. Ao repetir essas afirmações carregadas de ironia, Skylab não busca apenas o choque, mas expõe como a verdade pode ser desconfortável, direta e até violenta, como nos versos “A verdade explode na cara da gente / A verdade torce e a verdade estupra”. O artista usa essas imagens para criticar a hipocrisia social diante de temas como sexualidade e vulnerabilidade, especialmente quando envolvem pessoas admiradas ou consideradas acima de qualquer suspeita.
A letra também ironiza a reação da mídia e da opinião pública, como em “A mídia gritava: mentira, mentira. Mas eu não ligava e prosseguia / Tranqüilo e fodido / Eu ia dizendo”, sugerindo que, por mais incômoda que seja, a verdade sempre encontra um caminho para aparecer. No final, ao chamar a música de “o canto-do-cisne” e se dirigir ao ouvinte como “meu semelhante, meu companheiro, meu cumpadi, meu irmão”, Skylab aproxima o público do desconforto e convida à reflexão sobre o papel de todos na manutenção de tabus. Assim, a música vai além de Chico Xavier ou Roberto Carlos, abordando a relação coletiva com a verdade, a idolatria e a necessidade de questionar o que é considerado sagrado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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