
Naquela Noite
Rogério Skylab
Violência e ironia social em "Naquela Noite" de Rogério Skylab
Em "Naquela Noite", Rogério Skylab cria um contraste marcante entre a melodia suave e a descrição direta de violência, um recurso intencional que destaca como atrocidades podem ser disfarçadas sob uma aparência de normalidade ou beleza. Skylab utiliza essa dicotomia para expor as perversões e injustiças presentes na sociedade brasileira, tema recorrente em suas declarações. A letra narra agressões brutais contra uma mulher, enquanto elementos como "a lua cheia", "passarinhos" e "valsa" compõem o cenário, criando um efeito de distanciamento e ironia diante do horror retratado.
A repetição do verso "Lua cheia iluminava" ao final de cada estrofe reforça a ideia de uma testemunha silenciosa e indiferente à violência, sugerindo uma crítica à passividade social diante de situações extremas. No trecho final, quando o narrador afirma "extirpa de dentro dela um bicho horrível chamado homem", a letra pode ser entendida como uma metáfora para a tentativa de eliminar o mal ou a natureza destrutiva do ser humano. Ao mesmo tempo, revela o ciclo de violência em que o agressor projeta sua própria monstruosidade na vítima. Ao concluir com "Olhei pra dentro da minha alma / E a Lua cheia iluminava", Skylab aponta que o horror não está apenas no ato violento, mas também na consciência de quem o comete, tornando a canção um retrato inquietante da crueldade humana e de sua banalização.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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