
Matador De Passarinho
Rogério Skylab
Crítica à violência e à arte em “Matador De Passarinho”
Em “Matador De Passarinho”, Rogério Skylab faz uma crítica contundente à banalização da violência e à inversão de valores na sociedade e na arte. Inspirando-se na delicadeza da canção "Passaredo", Skylab subverte o tema ao transformar a lista de aves, conhecidas por sua beleza e simbolismo, em alvos de um "tiro ao alvo para espantar o tédio e o vazio do existir". Essa escolha irônica evidencia como o tédio e o vazio existencial podem levar a atos de destruição sem sentido, questionando a relação humana com a natureza e com tudo o que é sensível ou poético.
O tom provocativo se intensifica quando o narrador mistura lembranças afetivas, como "me lembro da minha infância, feriado em Paquetá", com o impulso de matar o tico-tico, mostrando o absurdo da convivência entre nostalgia e violência. O refrão "Matador de passarinho", repetido como um mantra, reforça a obsessão e a insensibilidade do personagem. O trecho sobre o beija-flor, símbolo de delicadeza, termina com "Mas chegou a tua hora, não beijarás mais ninguém", escancarando a ruptura entre admiração e destruição. Skylab já declarou que a música é uma "perversão" de uma canção clássica, deixando clara sua intenção de questionar os limites da arte e expor o lado sombrio da criatividade, onde a beleza pode ser facilmente transformada em violência gratuita.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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