
Abismo e Carnaval
Rogério Skylab
Solidão e vazio existencial em “Abismo e Carnaval”
Em “Abismo e Carnaval”, Rogério Skylab subverte a imagem tradicional do carnaval brasileiro, geralmente associada à alegria coletiva, para explorar a solidão e o vazio existencial. Ao dizer “o bloco sem ninguém” e “a passista sou eu”, Skylab transforma a festa em um desfile solitário, onde o personagem principal se vê isolado em meio ao caos. O contraste entre “abismo” e “carnaval” reforça essa dualidade: de um lado, o vazio e a desesperança; de outro, a tentativa de encontrar sentido ou alegria, mesmo que de forma individual e desolada.
A letra utiliza metáforas como “beco da fome”, “boca do lixo” e “nenhum horizonte” para criar um cenário de marginalidade e exclusão, sugerindo que o personagem está à margem tanto da sociedade quanto de si mesmo. Quando afirma “não sei quem eu sou, nem quero saber”, Skylab expressa uma desistência de buscar identidade ou propósito, aprofundando o tom introspectivo e sombrio da música. O contexto do álbum, que marca uma fase de transição para uma sonoridade mais suave, mas ainda experimental, intensifica o impacto dessas imagens: mesmo com ritmos que remetem à festa, a canção revela que o carnaval também pode ser um espaço de solidão e caos interior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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