
Arlequim e Pierrot
Rogério Skylab
Solidão e rejeição no carnaval em “Arlequim e Pierrot”
Em “Arlequim e Pierrot”, Rogério Skylab utiliza o carnaval brasileiro como cenário para abordar temas de solidão e amor não correspondido, criando um contraste marcante entre a alegria típica da festa e a atmosfera melancólica da música. Ao escolher os personagens clássicos da commedia dell’arte — Pierrot, o palhaço triste e ingênuo, e Arlequim, o astuto e solitário — Skylab reforça o triângulo amoroso com Colombina, que representa o desejo inalcançável. A repetição do verso “Sempre fui um Arlequim sozinho, sem dono” evidencia o sentimento de isolamento do narrador, mesmo cercado pela multidão carnavalesca.
A letra trata de forma direta a rejeição e o sofrimento emocional, especialmente ao mencionar “o vazio, o suicídio de um Pierrot”, conectando-se à tradição do personagem como símbolo de melancolia e desamparo. Skylab, influenciado por sua formação em Letras e Filosofia, utiliza esses arquétipos para refletir sobre a condição humana, mostrando que, mesmo em momentos de celebração coletiva, a solidão e a dor do amor não correspondido permanecem. O contraste entre o ambiente festivo e o drama íntimo dos personagens destaca a complexidade dos sentimentos humanos, fazendo de “Arlequim e Pierrot” uma reflexão sobre a inevitabilidade da solidão e da rejeição nas relações afetivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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