
Cara de Cu
Rogério Skylab
Provocação e crítica social em “Cara de Cu” de Rogério Skylab
Em “Cara de Cu”, Rogério Skylab utiliza a repetição da expressão vulgar para expor a universalidade das imperfeições humanas. Ao direcionar o termo não só a pessoas, mas também a si mesmo, ao ouvinte, à natureza e à cultura, Skylab evidencia que ninguém está livre do ridículo ou das falhas. Essa escolha de linguagem direta e irreverente, marca registrada do artista, serve para nivelar todos, mostrando que tanto indivíduos quanto conceitos idealizados carregam contradições e imperfeições.
Na parte final da música, Skylab adota um tom mais reflexivo ao afirmar: “Basta lembrar o horror que há na beleza / Quantos mortos são preciso, para erguer um dia azul”. Ele contrapõe o desejo por um mundo perfeito — simbolizado pelo “céu azul, um mar azul, um mundo azul” — ao custo real dessa perfeição, sugerindo que a beleza e a ordem frequentemente escondem sofrimento e sacrifício. Assim, a repetição absurda do início se transforma em uma crítica à busca por sentido e perfeição em um mundo caótico, reforçando o tom provocativo e questionador que marca tanto a música quanto o álbum “O Rei do Cu”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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