
Mão No Pau
Rogério Skylab
Identidade e corpo em "Mão No Pau" de Rogério Skylab
Em "Mão No Pau", Rogério Skylab explora a confusão entre sujeito e objeto ao alternar as expressões "mão no pau" e "pau na mão". Essa inversão não é apenas um jogo de palavras, mas uma provocação sobre quem exerce o controle e quem é controlado, como nos versos: “A mão sou eu, mas não o pau? / O pau sou eu, mas não a mão?”. Skylab questiona as fronteiras entre corpo, desejo e identidade, especialmente em situações que fogem à sexualidade normativa.
O contexto do álbum e a referência à obra de Hélio Silva, que aborda o arrependimento de travestis após cirurgias de redesignação sexual, reforçam a discussão sobre gênero e pertencimento. Quando a letra pergunta: “A mão é de um estranho? Sim, e o pau não”, Skylab sugere a sensação de alienação do próprio corpo, algo relatado por pessoas trans e travestis. O trecho final, “Idem para o clitóris e a dedo”, amplia o debate para outras experiências corporais e sexuais, mostrando o tom irônico e crítico do artista ao tratar de tabus e da busca por harmonia entre corpo e identidade. Skylab utiliza o duplo sentido sexual para abordar temas profundos, mantendo seu humor ácido característico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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