
Nas Portas do Cu
Rogério Skylab
Limites e ironia em “Nas Portas do Cu” de Rogério Skylab
"Nas Portas do Cu", de Rogério Skylab, usa o desaparecimento das portas como metáfora para discutir limites, acessos e exclusões, tanto no plano físico quanto existencial. Skylab mistura portas comuns da casa, como "porta da cozinha" e "portas dos quartos", com portas simbólicas, como "portas da percepção" e "portas da lei". O tom irônico e absurdo, marca registrada do artista, aparece ao tratar temas cotidianos e filosóficos de forma provocativa. O questionamento "Eu tô por fora? Eu tô por dentro?" reforça a sensação de deslocamento e incerteza diante da falta de fronteiras claras, sugerindo uma crise de identidade ou pertencimento.
A música faz parte da "Trilogia do Cu", em que Skylab explora temas escatológicos para provocar reflexões sobre o corpo, a sociedade e o absurdo da existência. Ao perguntar "As portas do cu, aonde estão? Nenhuma indicação!", ele brinca com o duplo sentido escatológico e filosófico, desafiando tabus e normas sociais ao questionar o acesso ao íntimo, ao proibido ou ao desconhecido. A repetição do verso "Todas as portas desapareceram / E não tem mais como eu entrar" destaca o sentimento de impotência diante de um mundo sem referências, onde até as regras básicas de convivência, como "porta com o aviso informando / Bata antes de entrar", deixam de existir. Skylab transforma o absurdo em ferramenta para questionar limites, pertencimento e o próprio sentido de buscar portas – físicas ou metafóricas – em nossas vidas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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