
O Corpo Real da Paola
Rogério Skylab
Contrastes e crítica social em “O Corpo Real da Paola”
Em “O Corpo Real da Paola”, Rogério Skylab constrói um contraste marcante entre a idealização midiática do corpo feminino, representada pela atriz Paolla Oliveira, e a exposição crua da sexualidade masculina, expressa na frase “O corpo real do meu pau”. Skylab utiliza essa oposição para questionar padrões de beleza, a fetichização do corpo e a própria materialidade física, inserindo ambos em um cenário de decadência e transformação. Imagens como “corpo do cadáver em putrefação”, “corpo esburacado” e “corpo violado” reforçam a ideia de que, independentemente de status ou gênero, todos os corpos compartilham a mesma fragilidade e finitude. O refrão repetitivo enfatiza essa universalidade da condição corporal.
A música também amplia o debate ao citar comunidades cariocas, milícia, polícia e personagens da cultura popular, como Kátia Flávia e Clara Crocodilo. Essas referências situam o corpo como um território de disputa, controle e violência social. Ao mencionar corpos com prótese, sem órgãos, em combustão ou em convulsão, Skylab destaca a diversidade e vulnerabilidade da existência física, ironizando a busca por sentido ou perfeição. O tom direto e, por vezes, grotesco, provoca desconforto e reflexão, convidando o ouvinte a enxergar o corpo como síntese de experiências, traumas e resistências. Assim, a música se apresenta como um inventário brutal e irônico da condição humana, onde o corpo é palco de prazer, dor, controle social e decadência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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