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O Deus Verme
Rogério Skylab
Fator universal do transformismo
Filho da teleológica matéria
Na superabundância ou na miséria
Verme é o seu nome obscuro de batismo
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea
E vive em contubérnio com a bactéria
Livre das roupas do antropomorfismo
Almoça a podridão das drupas agras
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão
Ah! Para ele é que a carne podre fica
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
Composição: Augusto dos Anjos. Essa informação está errada? Nos avise.
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