
O Morto
Rogério Skylab
Indiferença social e anonimato em “O Morto” de Rogério Skylab
A música “O Morto”, de Rogério Skylab em parceria com Löis Lancaster, aborda de forma direta a invisibilidade social e o anonimato das pessoas marginalizadas. A imagem central do corpo abandonado em uma rua escura simboliza a indiferença coletiva diante da morte. Elementos como “uma rosa púrpura, uma flor de cacto” criam um contraste entre o que poderia ser belo ou raro e o ambiente hostil, reforçando a ideia de que até algo singular pode ser ignorado ou descartado. Expressões como “um homem sem nome”, “um homem anônimo” e “um homem sem lágrimas” evidenciam a perda de identidade e humanidade, transformando o morto em um objeto, um “estorvo, um enigma” para a sociedade.
A colaboração com Löis Lancaster intensifica o clima sombrio e experimental, característico do trabalho de Skylab, e provoca desconforto e reflexão. A letra mostra como as pessoas reagem à morte: “Há quem vire o rosto, há quem se esconda / Evita o desconforto, evita o olhar do morto”, revelando a tendência de ignorar o sofrimento alheio. O trecho “Janelas fechadas, as bocas caladas / Havia uma vela, mas tava apagada” reforça a ausência de empatia e de rituais de despedida, sugerindo que a morte do anônimo não gera luto nem memória. Assim, “O Morto” questiona o valor da vida diante da indiferença social e expõe a efemeridade da existência humana, usando imagens fortes para confrontar o ouvinte com a realidade do esquecimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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