Exibições da letra 182

Os Cosmonautas

Rogério Skylab

Identidade fragmentada e deslocamento em “Os Cosmonautas”

"Os Cosmonautas", de Rogério Skylab, explora de forma direta e inquietante a multiplicidade da identidade. A letra destaca a dificuldade de distinguir entre o eu e o outro, como nos versos “A cópia / O duplo / O sósia / O igual, o igual / Qual deles eu sou / Difícil saber / O mesmo / O outro”. Skylab utiliza repetições e enumerações — “às vezes são 6 / Outras vezes são 4 / Outras vezes são 3 / Normalmente são 2” — para mostrar que a identidade é instável e pode assumir várias formas, reforçando o desconforto de não se reconhecer plenamente. Esse tema é recorrente na obra do artista, que costuma usar o absurdo e o surreal para questionar conceitos existenciais.

O título “Os Cosmonautas” e expressões como “aqui e ali / aquém e além” ampliam a sensação de deslocamento, sugerindo uma viagem tanto pelo espaço físico quanto pelo interior da mente. A ausência de uma narrativa linear e frases como “Não tem ninguém / Senão um só / Eu vi / Cantou / Depois fugiu / Depois não sei / O que foi / Qual é” criam uma atmosfera de incerteza e alienação, características do estilo minimalista de Skylab. O verso “E é sempre o infinito” reforça a ideia de que a identidade nunca se fixa, permanecendo fragmentada e solitária. Assim, a música convida o ouvinte a encarar o desconforto de não saber exatamente quem é, propondo uma reflexão sensorial e filosófica sobre a existência.

Composição: Livio Tragtenberg, Rogerio Skylab. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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