
Resposta Do Jeca Tatú
Rolando Boldrin
Orgulho e resistência do sertanejo em “Resposta Do Jeca Tatú”
Em “Resposta Do Jeca Tatú”, Rolando Boldrin interpreta um poema de Catulo da Paixão Cearense que responde, de forma irônica e direta, ao preconceito das elites políticas contra o trabalhador rural. A música nasce como uma reação às críticas de um senador, dando voz ao homem do campo que, frequentemente chamado de preguiçoso e ignorante, revela possuir um conhecimento profundo sobre a terra e a vida no sertão, muitas vezes ignorado ou desvalorizado pelos poderosos.
A letra utiliza uma linguagem simples e cheia de regionalismos para destacar a distância entre o saber acadêmico e o saber popular: “Vancê só sabe de lêzes, Qui si faiz cum as duas mão! Mais, porém, nun sabe as lêzes Da Natureza, e qui Deus Fêiz pra nóis, cum o coração!”. O personagem Jeca Tatú, símbolo do sertanejo injustiçado, expõe as dificuldades enfrentadas no campo, como seca, fome e falta de acesso à educação e saúde, enquanto denuncia a presença oportunista dos políticos apenas em época de eleição: “pra cantá, como um cancão, Quano qué fazê seu ninho, Nos gáio duma inleição!”. O orgulho do homem do campo aparece quando ele afirma preferir ser roceiro e tocador de viola a presidente, valorizando sua identidade e sua relação com a terra. No final, ao comparar o "sabê" dos doutores com a sabedoria ensinada por Jesus, a música reforça a crítica social e valoriza o saber popular, mostrando que dignidade e humanidade vêm do coração e da experiência de vida, não de títulos ou riqueza.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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