
A Moda do Fim do Mundo
Rolando Boldrin
Ironia e cotidiano rural em “A Moda do Fim do Mundo”
"A Moda do Fim do Mundo", de Rolando Boldrin, transforma o medo do apocalipse em uma narrativa leve e bem-humorada, usando a ironia para abordar um tema normalmente carregado de tensão. A letra faz uma lista de providências práticas para o suposto fim do mundo, todas voltadas para garantir a continuidade da vida rural. Expressões regionais como “vancê fique de oreia no rádio” e “espaiaram um boato muito chato” aproximam a canção do universo caipira, tornando o apocalipse algo quase cotidiano, tratado com sabedoria popular e descontração.
A composição, feita em parceria com Tom Zé e Svaniek, brinca com a ideia do juízo final ao sugerir que, diante do fim, o essencial é salvar o que mantém a vida no campo: o galo, o touro, o casal de gatos, o cachorro e até o jegue. Esses animais simbolizam não só a sobrevivência das espécies, mas também a preservação das tradições e da rotina rural. O verso final, “guardar uma comadre pra dispois do fim do mundo a gente ter um pecadinho pra confessar com o padre”, traz um toque de malícia e humanidade, mostrando que, mesmo diante do apocalipse, o humor e os pequenos prazeres da vida continuam importantes. Assim, a música faz uma crítica bem-humorada à paranoia coletiva e valoriza a simplicidade e a esperteza do povo do interior diante dos boatos e notícias que circulam pelo país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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