
Pitoco
Rolando Boldrin
A perda e a culpa em "Pitoco" de Rolando Boldrin
Em "Pitoco", Rolando Boldrin narra a história de um menino do interior que perde seu cachorro de estimação, transformando um episódio aparentemente simples em uma reflexão profunda sobre amadurecimento, culpa e saudade. A morte de Pitoco não é apenas um momento triste, mas representa a perda da inocência e o peso das consequências das escolhas. O menino, ao desobedecer a mãe e sair para caçar em vez de ir à missa, acaba provocando, mesmo que sem intenção, a tragédia que marca sua infância.
A ambientação rural é reforçada pelo uso de expressões regionais como "bodoguinho", "pelote no borná" e "cará-cará", que aproximam o ouvinte do universo caipira e dão autenticidade à narrativa. A relação de afeto entre o menino e Pitoco aparece em versos como "me fazia tanta festa" e "lambia na minha testa", mostrando cumplicidade e carinho. O sacrifício de Pitoco, que morre ao salvar o dono de uma cobra urutu, transforma o cachorro em símbolo de lealdade. O remorso do menino, expresso em "dói minha consciência pra morde a desobidiência", traz uma lição moral típica da tradição oral do interior: a importância de ouvir os mais velhos e lidar com as consequências dos próprios atos. Por fim, a saudade e o vazio deixados por Pitoco, "neste mundo tão oco / onde os amigo são pouco", ressaltam a solidão e a dificuldade de encontrar amizades verdadeiras, tornando a história universal e atemporal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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