
Manhã Bonita
Rolando Boldrin
“Manhã Bonita”: olhar renovado para o cotidiano rural
O verso “o raiar do sol é o mesmo” desloca a canção do retrato de uma manhã para uma ética do olhar. A natureza não muda; muda o modo de vê-la. As imagens “sinfonia dos alegres colibris”, “o vento canta” e o “orvalho” que “brilha” transformam o amanhecer em celebração miúda, onde a terra, “nos dizendo todo dia”, reafirma a simplicidade como valor. Há serenidade e gratidão no refrão repetido, que sugere um “eterno despertar”: o ciclo se repete, mas o sentido se renova quando a atenção recai sobre os quintais, o vento e o brilho pequeno das coisas.
Embora interpretada por Rolando Boldrin, a canção é de Fábio Caetano Leal e Maria Ângela Coutinho Leal; ainda assim, o tema se alinha ao projeto de Boldrin de celebrar a cultura caipira e a vida no campo, que ele difundiu em “Som Brasil” e “Sr. Brasil”. “Tempo bom” e “um novo tempo p’ra cantar” funcionam em duplo sentido: são tanto o clima ameno da manhã quanto um chamado a recomeçar, cantar e preservar um modo de vida. “Manhã Bonita” junta contemplação e propósito: olhar o mesmo sol com outros olhos e, desse gesto simples, reencontrar esperança e pertencimento à terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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