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Viola Quebrada

Rolando Boldrin

Dor e identidade rural em “Viola Quebrada” de Rolando Boldrin

Em “Viola Quebrada”, Rolando Boldrin apresenta a viola não apenas como um instrumento musical, mas como um símbolo do próprio coração e identidade do protagonista. O abandono de Maróca, que o chama de “fadista” (alguém que só toca e não trabalha), revela o preconceito contra o músico caipira e a desvalorização da cultura popular do interior. Esse conflito reflete um tema recorrente na música brasileira: a luta pela valorização da arte e da vida simples do campo.

A letra utiliza metáforas diretas para expressar a dor do abandono e a ligação entre o músico e sua viola. No verso “minha viola gemeu, meu coração estremeceu, minha viola quebrou, meu coração me deixou”, fica claro que a tristeza do personagem é tão intensa que atinge tanto seu instrumento quanto sua essência. Já em “eu sei carpir porque minh'alma está arada e loteada, capinada com as foiçadas desta luz do seu olhar”, a comparação entre o trabalho na terra e o impacto do amor perdido mostra como a experiência amorosa transformou o protagonista. Com simplicidade e nostalgia, “Viola Quebrada” destaca a dignidade do homem do campo e a força das emoções que o movem, reforçando a importância da música como expressão de identidade e resistência cultural.

Composição: Mario de Andrade, Ary Kerney. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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