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Embolada da Carestia

Rolando Boldrin

Humor e crítica social em “Embolada da Carestia” de Rolando Boldrin

“Embolada da Carestia”, de Rolando Boldrin, utiliza o humor para abordar as dificuldades enfrentadas durante períodos de crise econômica. Logo no início, a música apresenta situações de privação tratadas com ironia, como quando a família acorda ao meio-dia para economizar refeições ou quando o café é fraco “só porque já me disseram / Café fraco popa pó”. O ritmo acelerado e a improvisação, características da embolada, tornam a crítica social mais leve e acessível, aproximando o ouvinte do tema sem perder o tom divertido.

A letra constrói uma narrativa de sobrevivência criativa, mostrando personagens que encontram soluções inusitadas para lidar com a carestia. Um exemplo é o compadre que, mesmo tendo perdido as pernas, “tá contente” porque não precisa mais comprar sapato, ou o velho que economiza até nas roupas íntimas para não gastar “os fundilho”. Essas imagens exageradas e cômicas ilustram a resiliência do povo brasileiro, que consegue rir das próprias dificuldades. No trecho final, a música ensina um método absurdo para ganhar na loteria (comer o bilhete), reforçando o tom de sátira e mostrando como esperança e humor caminham juntos na cultura popular. Ao unir crítica social e humor, Boldrin destaca a capacidade de rir das adversidades, uma marca da música caipira e da embolada nordestina.

Composição: Rolando Boldrin, Rene Bittencourt. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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