
Jeitão de Caboclo
Ronaldo Viola e Praiano
Memória e raízes rurais em “Jeitão de Caboclo”
“Jeitão de Caboclo”, de Ronaldo Viola e Praiano, retrata a permanência da identidade rural mesmo diante das mudanças trazidas pela vida urbana. A letra destaca elementos concretos como “ribeirão Taquari”, “carro de boi” e “monjolo e a moenda”, que não servem apenas como cenários, mas como símbolos da simplicidade, do trabalho e da relação harmoniosa com a natureza. Esses detalhes reforçam o vínculo afetivo do narrador com suas origens e evidenciam o valor que a dupla sempre deu à cultura caipira.
A canção adota um tom acolhedor ao relembrar rotinas familiares, como “papai tirando leite bem cedinho na mangueira” e “mamãe assando pão no forno de lenha ao lado”. Essas imagens reforçam o sentimento de pertencimento e a importância das tradições, aspectos centrais da música caipira raiz. O verso “O caso é que eu não posso fazer o tempo voltar / Sou um cocão sem chumaço que já não pode cantar” utiliza uma metáfora para falar do envelhecimento e da impossibilidade de reviver o passado, mas também ressalta a resistência da identidade: mesmo vivendo na cidade, o narrador afirma que “não consigo perder o meu jeitão de caboclo”. Assim, a música homenageia a memória, a cultura do interior e a força das raízes, mostrando que, apesar das mudanças, o espírito caboclo permanece vivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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