
Carro de Boi
Ronaldo Viola e João Carvalho
Reflexão sobre saudade e tempo em “Carro de Boi”
Em “Carro de Boi”, Ronaldo Viola e João Carvalho usam a imagem do carro de boi para refletir sobre o envelhecimento, a solidão e o peso das lembranças. O narrador se compara ao “velho carretão”, mostrando como o tempo e as dificuldades deixam marcas profundas, assim como as rodas do carro de boi riscam o chão. O verso “gemido de um cocão” reforça a dor e a resignação diante das adversidades, ligando o sofrimento físico do trabalho rural ao sofrimento emocional causado pela saudade.
O refrão destaca que a saudade da amada é a carga mais pesada que o narrador carrega, comparando esse sentimento ao esforço exigido do carro de boi no campo. O contexto da música sertaneja de raiz, que valoriza a vida simples e os sentimentos verdadeiros, intensifica o tom nostálgico da letra. Na última estrofe, a frase “o tempo é o carreiro e em breve vai me encostar” traz a metáfora do tempo como condutor do destino, sugerindo a chegada da velhice e a sensação de inutilidade. Assim, “Carro de Boi” transforma um símbolo rural em uma metáfora poderosa para a passagem do tempo, a solidão e a saudade, temas que tocam especialmente quem tem ligação com a vida no interior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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