
Jeitão de Caboclo
Ronaldo Viola e João Carvalho
Memória e identidade rural em “Jeitão de Caboclo”
“Jeitão de Caboclo”, interpretada por Ronaldo Viola e João Carvalho, destaca o apego às raízes rurais e à simplicidade da vida no campo, mesmo diante das mudanças trazidas pela migração para a cidade. A letra utiliza detalhes sensoriais, como o cheiro do pão assado no forno de lenha, o som dos passarinhos ao amanhecer e o perfume da dama-da-noite, para criar uma memória afetiva que ultrapassa o espaço físico e permanece viva na imaginação do narrador. Esses elementos não apenas expressam saudade, mas também simbolizam uma identidade que resiste à urbanização e ao passar do tempo.
A canção reforça o contraste entre a infância vivida no sítio e a vida adulta na cidade. O verso “Sou um cocão sem chumaço que já não pode cantar” traz uma metáfora do universo rural: o "cocão" é um galo velho, e "sem chumaço" (sem a crista) representa alguém que perdeu o vigor, mas não a essência. Mesmo sentindo-se enfraquecido e deslocado, o narrador afirma: “Mas não consigo perder o meu jeitão de caboclo”, mostrando que a identidade interiorana permanece firme, apesar das adversidades. O contexto da dupla, conhecida por valorizar as tradições do interior paulista, reforça o tom autêntico da música, que celebra a memória, a família e o modo de vida simples como formas de resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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