
Sem Terra e Sem Caminho
Ronaldo Viola e João Carvalho
Desilusão e resistência em "Sem Terra e Sem Caminho"
A música "Sem Terra e Sem Caminho", de Ronaldo Viola e João Carvalho, retrata de forma clara o drama do agricultor brasileiro diante das promessas de modernização no campo. O verso “maquinário financiado, trabalhando noite e dia / Eu trabalhava dobrava, o juros também crescia” mostra como os incentivos para mecanização, promovidos por políticas governamentais, acabaram levando muitos trabalhadores rurais ao endividamento. Mesmo com esforço redobrado, os agricultores viam suas dívidas aumentarem devido aos altos juros e à desvalorização das safras, o que resultava na perda da terra e do sustento, como expressa o trecho “estou sem terra e sem caminho, aqui no fundo do poço!”.
A letra também destaca o peso do preconceito social sofrido por quem perde tudo nessas condições. O personagem afirma: “Me chamam de caloteiro, também de mau pagador / Eu nunca fui desonesto, sempre fui trabalhador”, evidenciando o estigma enfrentado por pessoas honestas que, por fatores externos, acabam inadimplentes. A saudade da enxada, citada em “me deu saudade da enxada / Com ela eu comprava tudo e ela não foi financiada”, representa a autonomia e dignidade do passado, em contraste com a dependência criada pelo sistema financeiro. Assim, a música serve como um desabafo e uma denúncia sobre a precarização do trabalhador rural e a sensação de impotência diante de políticas que beneficiam apenas “os homens do colarinho”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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