
Corpo Fechado
Roque Ferreira
Relações, fé e ancestralidade em "Corpo Fechado" de Roque Ferreira
"Corpo Fechado", de Roque Ferreira, aborda de forma leve e cheia de referências culturais a busca por proteção espiritual após um relacionamento difícil. O conceito de "corpo fechado" é central na música e faz referência à crença de invulnerabilidade espiritual, muito presente nas religiões afro-brasileiras. Nos versos “Ajoelhei no congá pra te esquecer” e “Fui na Bahia fazer um canjerê”, o eu lírico recorre a práticas religiosas para se fortalecer e se proteger de novas decepções amorosas, mostrando como a fé serve de apoio emocional e cultural.
A presença da avó, que “aprendeu lá em Angola” e “encontrou meu corpo aberto e fechou”, reforça a ligação com as raízes africanas e a importância da transmissão de saberes ancestrais. Isso mostra que a proteção espiritual é também um legado familiar. O uso de gírias como “cafofo”, “caô” e expressões como “tirar o pé da argola” aproxima a letra do cotidiano popular, tornando a narrativa mais acessível e descontraída, mesmo ao tratar de temas como sofrimento e superação. Ao final, a música celebra a libertação e a autoconfiança, deixando claro que, com fé e apoio ancestral, é possível superar a dor e seguir em frente: “Não tô mais na tua cola / Tirei meu pé da argola / Não tem caô”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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