
Dona Fia
Roque Ferreira
Relações e cotidiano nordestino em “Dona Fia” de Roque Ferreira
“Dona Fia”, de Roque Ferreira, retrata com leveza e bom humor o cotidiano das pequenas comunidades do Nordeste, especialmente do Recôncavo Baiano. A música destaca a prática de “comprar fiado”, ou seja, adquirir produtos para pagar depois, como um símbolo da confiança e da proximidade entre comerciante e freguês. Ao citar itens como “farinha, feijão de corda, peixe moqueado, pimenta de cheiro, fumo de rolo e cachaça”, o artista não apenas enumera produtos típicos, mas também constrói um retrato fiel das necessidades e hábitos da região, reforçando a identidade cultural nordestina.
A letra utiliza expressões e objetos regionais, como “binga pra rapé”, “galo garnizé”, “pavio de candeeiro” e “facão guarani”, aproximando o ouvinte do universo local e valorizando a oralidade e o modo de falar do povo. O trecho final — “O amor de sua fia pra eu fazer uma famía” — traz um duplo sentido: além de pedir mais um fiado, o personagem sugere, de forma divertida, o desejo de formar uma família com a filha da comerciante. Assim, a canção vai além do comércio, celebrando as relações humanas, a solidariedade e o humor presentes no dia a dia do Nordeste.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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