
De Madrugá
ROSALÍA
Rituais, fé e solidão em “De Madrugá” de ROSALÍA
Em “De Madrugá”, ROSALÍA utiliza a repetição do título para criar uma atmosfera noturna e introspectiva, evocando as tradições religiosas espanholas, especialmente as procissões da Semana Santa em Sevilha, que acontecem durante a madrugada. Esse contexto religioso serve de base para a artista refletir sobre fé, sacrifício e as pressões sociais. No trecho “La cruz en el pecho calibra mi cuerpo / Para desquitarme, yo tengo derecho” (“A cruz no peito calibra meu corpo / Para me vingar, eu tenho direito”), a cruz representa tanto a devoção quanto o peso das expectativas impostas pela religião e pela sociedade, sugerindo que buscar alívio ou justiça é legítimo diante dessas pressões.
O verso “Le pesan las cadena’ / Tanto mirar pa' atrá’” (“Pesam as correntes / Tanto olhar para trás”) aprofunda o sentimento de melancolia e limitação, usando as correntes como símbolo das amarras sociais ou do passado. A ausência de armas para “trazer de volta” alguém indica uma aceitação da perda e da impossibilidade de mudar certas situações, reforçando o tom resignado da música. A presença de versos em ucraniano amplia o sentido de busca e fuga da vingança, conectando-se ao tema da dualidade entre o terreno e o divino, recorrente no álbum “LUX”. O refrão “Todos los luceros del cielo se reflejan en mi pelo” (“Todas as estrelas do céu se refletem no meu cabelo”) sugere uma conexão espiritual, como se a protagonista carregasse consigo a luz e a proteção divina, mesmo diante das dificuldades e da solidão da madrugada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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