
Día 14 de Abril
ROSALÍA
Dor e memória coletiva em “Día 14 de Abril” de ROSALÍA
Em “Día 14 de Abril”, ROSALÍA transforma uma data marcante em símbolo de dor pessoal e memória coletiva. O dia 14 de abril não é apenas o cenário de uma tragédia íntima, mas também remete a um momento histórico importante para a Espanha: a proclamação da Segunda República em 1931, que marcou o início de um período de instabilidade política e profundas divisões no país. Ao escolher essa data, a artista conecta sua narrativa pessoal à história nacional, ampliando o significado da canção.
A figura do “carretero” funciona como um guia simbólico do luto, conduzindo a narradora até a “mina del romero”, local onde seu irmão foi assassinado. Essa imagem reforça o clima sombrio e a sensação de perda irreparável. O refrão “No se borra de mi mente” (“Não sai da minha mente”) evidencia o trauma persistente, mostrando como o impacto daquele dia permanece vivo. A letra mistura o luto pela morte do irmão com a dor de um amor intenso e destrutivo, sugerindo que o sofrimento amoroso pode ser tão devastador quanto a perda física. A metáfora dos “puñales” (“punhais”) que são cravados e retirados a cada olhar reforça o ciclo de dor contínuo, seja por uma relação tóxica ou pela lembrança de uma tragédia. Assim, ROSALÍA constrói um lamento multifacetado, onde dor pessoal e memória coletiva se entrelaçam, potencializados pela força emotiva de sua interpretação e pela fusão do flamenco tradicional com elementos contemporâneos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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