
Fado das Barracas II
Rouxinol Faduncho
Humor escatológico e crítica social em “Fado das Barracas II”
"Fado das Barracas II", de Rouxinol Faduncho, se destaca por transformar temas considerados tabus, como problemas intestinais e situações sexuais constrangedoras, em motivo de riso. A música faz uma paródia do fado tradicional, que costuma ser associado à tristeza, usando-o como ferramenta para a sátira. Rouxinol Faduncho, personagem criado por Marco Horácio, representa o homem português comum e coloca no centro da narrativa o constrangimento e a frustração sexual de Zé. Após um trauma, Zé passa um ano sem sexo e, ao reencontrar uma ex-namorada, se envolve em uma série de situações escatológicas desastrosas. A letra usa expressões populares e linguagem coloquial, aproximando o ouvinte das situações exageradas e cômicas do cotidiano.
O humor da música aparece na inversão de expectativas, como quando o protagonista, em vez de viver uma noite de paixão, sente uma "vontade de cagar" e acaba em uma "estrumeira". O verso “parecia o 25 de Abril” faz uma analogia divertida entre a liberação de gases e a explosão da Revolução dos Cravos, misturando história nacional com situações mundanas. No final, o personagem prefere morrer ao passar vergonha e, ao chegar ao céu, é mandado "cagar para o inferno" pelo próprio Senhor, reforçando o tom satírico e absurdo. Dessa forma, a música usa o humor para desdramatizar situações embaraçosas, criticar de forma leve a repressão e os tabus sociais, e mostrar que rir das adversidades é uma forma de enfrentá-las.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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