
Alvorada Voraz
RPM
Corrupção e desencanto social em “Alvorada Voraz” do RPM
“Alvorada Voraz”, do RPM, destaca-se por transformar escândalos políticos reais em elementos centrais da letra, como nos trechos “Sudam, Maluf, Lalau, Barbalho, Sarney”. Ao citar nomes e casos concretos, como o “Caso Morel”, o “crime da mala” e o “escândalo das joias”, a música faz uma crítica direta à corrupção e à impunidade de figuras públicas no Brasil. Essas referências conectam a canção a momentos históricos marcantes, mostrando que a indignação do RPM é baseada em fatos e não apenas em críticas genéricas.
A letra cria uma atmosfera de medo e desencanto, evidenciada em versos como “medo de tudo, medo do nada, medo da vida assim engatilhada” e “um êxtase de dor”. O cotidiano brasileiro é retratado como um “filme de terror” ou um “clip de ação”, sugerindo uma rotina de tensão e insegurança. A ironia aparece quando a paz é protegida por “exércitos que nos guardam da paz”, referência ao papel das forças armadas durante a Ditadura Militar. Ao chamar políticos corruptos de “foras da lei” e “marginais de gravata”, a música denuncia a hipocrisia de quem deveria zelar pelo bem público, mas age “pro seu próprio bem”. O refrão “vendo esse filme passar, assistindo ao fim, vendo o meu tempo passar” reforça a sensação de impotência diante de um ciclo repetitivo de escândalos e violência, tornando a crítica da música ainda mais atual.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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