
Revoluções Por Minuto
RPM
Crítica social e ironia em "Revoluções Por Minuto" do RPM
Em "Revoluções Por Minuto", o RPM utiliza ironia para expor as contradições sociais e políticas do Brasil dos anos 1980. Logo no início, a música contrapõe a China, símbolo do comunismo, "bebendo Coca-Cola" – referência ao capitalismo global – com jovens brasileiros "cheirando cola" nas esquinas. Essa comparação direta evidencia o contraste entre a abertura econômica chinesa e os problemas sociais do Brasil, usando humor ácido para criticar tanto a globalização quanto o abandono social.
A letra traz referências claras ao contexto político da época, como nos versos "rumores falam em guerrilha" e na menção a Brasília, sugerindo instabilidade e repressão durante o regime militar. O trecho "Viola o canto ingênuo do caboclo / Caiu o santo do pau oco" ironiza a perda da inocência nacional e a desilusão com mitos populares. Já "Fulano se atirou da ponte aérea / Não aguentou fila de espera" faz uma crítica ao caos urbano e à impaciência cotidiana, mas também pode indicar um sentimento de desespero diante da realidade do país. O tom sarcástico e direto da música, somado à censura que enfrentou na época, reforça seu papel como uma crítica social contundente, misturando imagens do cotidiano, referências internacionais e um olhar desencantado sobre o Brasil dos anos 80.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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