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Orgulho

RT Mallone

Letra

    A nova onda é quem rende mais, quem vende mais
    Nem ligam mais pra geração que eles tem influenciado
    Vocês tem colocado merda na composição
    Mas por aqui classificamos o seu Rap de prensado

    E a indústria usando isso como combustível
    Continua mantendo esses vermes ovacionados
    E o Rap de verdade deixa de ser consumível
    Porque cê não ouve sem lembrar que lá no fundo a gente tem vacilado

    Eu sei que eu tenho oscilado, é que o jogo me consome
    Fiz uns shows lotados e vi minha humildade sumir
    Mas voltei a sentir fome quando colei numas batalha
    E vi uns menor se emocionar só por ter vez no microfone

    Naquela hora toda dúvida sumiu
    Voltei pra casa e assumi comigo mesmo um compromisso
    Seja pra cinco pessoas ou cinco mil
    Antes de cada show eu sempre vou lembrar porque ainda faço isso

    É minha vida, arte e poesia, bota na batida
    Vai ver que eu sou sincero quando tô no microfone
    Ta tudo no meu nome, qual é mesmo meu nome?
    Não se esqueçam meu nome ainda é Hip Hop!

    Puis seu público alvo num cesto: Voltamos a colher algodão?
    Não, alvos mesmo. Não superamos a escravidão
    Se os preto tem se matado, a polícia tem nos matado
    E noiz brigando porque uns branco tão com cabelo trançado

    Mentalidade de escravo, cansado e irritado
    Chorando no banheiro do trabalho escravo
    Pensando em mudar o jogo, então porque cê tem esperado?
    O mundo não te fez promessas, se lembre desse ditado

    Ingenuidade minha né? Querer fazer grana com rima na era do Trap, Yeah, Skrr
    Sei que parece arriscado, nada demais pra quem na infância foi isca de jacaré
    Isso é 2017 onde umas festas de Rap tão parecendo mais episódios do Game of Trhones
    Ou cultos pra algum deus nórdico
    Sei que somos reis, porém somos escravos do nosso próprio orgulho mórbido

    É minha vida, arte e poesia, bota na batida
    Vai ver que eu sou sincero quando tô no microfone
    Ta tudo no meu nome, qual é mesmo meu nome?
    Não se esqueçam meu nome ainda é Hip Hop!

    Não se engane que essa porra é o discurso do Chris no Oscar!
    E eu sou Virgil Hawkin nas Docas
    Na estrada pra Damasco esse som é a luz que te toca
    Se eu sou a favor das cotas?
    Meu bisavô foi escravizado e eu tenho memo que te dar uma resposta?

    Poder contar as notas não diminui minha luta
    E se eu virar as costas o passado me munta
    Eu faço parte das muitas pessoas que foram taxadas como tudo de pior
    Você sabe quanto isso custa?

    É embaçado
    Botaram minhas irmãs na propaganda
    E acharam que era fazer muito e que pra noiz tinha bastado
    Cobram patriotismo se chamam o país de mãe
    Mas até ontem ela própria me chamava de bastardo

    Lembra quando faltou arroz, feijão e respeito
    Pra nutrir o amor no armário que tava sempre escaço?
    Danos mentais de fato, hoje eu sou cleptomaníaco
    Deviam agradecer que eu to roubando só o espaço

    É minha vida, arte e poesia, bota na batida
    Vai ver que eu sou sincero quando tô no microfone
    Ta tudo no meu nome, qual é mesmo meu nome?
    Não se esqueçam meu nome ainda é Hip Hop!

    Pra quem nunca viu progresso, até que eu cheguei longe
    Vendedor de Sonhos


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