Canção de Madrugar
Rua da Saudade
Desejo e resistência em "Canção de Madrugar" de Rua da Saudade
"Canção de Madrugar", interpretada por Rua da Saudade e com letra de Ary dos Santos, aborda a idealização de um amor que nunca se concretiza. A música gira em torno da busca por um sentimento que existe apenas no desejo e na imaginação. Trechos como “De linho te vesti / De nardos te enfeitei / Amor que nunca vi / Mas sei” mostram o cuidado e a dedicação a esse amor, mesmo sem nunca tê-lo vivido. O contexto do álbum, feito em homenagem ao poeta, reforça o tom nostálgico e contemplativo da canção, que expressa a esperança de que esse amor inventado possa um dia se tornar real, como em “Sei meu amor inventado que um dia / Teu corpo pode acender / Uma fogueira de sol e de fúria / Que nos verá nascer”.
A letra também destaca o sacrifício pessoal e a entrega total em nome desse amor idealizado. Versos como “Dei do meu corpo o chicote de força” e “Dei do meu sangue uma espada de raiva / E uma lança de mágoa” sugerem sofrimento e força, mostrando que a busca pelo amor envolve dor, renúncia e transformação. O refrão final, ao repetir obstáculos superados – “nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos...” – transmite resistência e esperança, indicando que nada pode impedir a realização desse amor sonhado. Assim, "Canção de Madrugar" reflete sobre a persistência do desejo, a capacidade de sonhar e a força de continuar, mesmo diante da ausência e da frustração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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