
Carta de Maria
Rubel
Liberdade feminina e crítica social em “Carta de Maria”
Em “Carta de Maria”, Rubel constrói uma personagem que desafia padrões tradicionais de feminilidade e comportamento social. Ao se autodefinir como “filha da Lua com a rua” e “redonda, branca e nua”, a protagonista afirma sua identidade livre e autêntica, rejeitando expectativas impostas sobre como uma mulher deve ser ou agir. A inspiração da música vem do desejo de questionar convenções sociais, especialmente aquelas ligadas ao papel da mulher, ao casamento e à busca por uma vida considerada "correta" pelos outros. Isso fica claro nos versos “Eu nasci pra viver, não pra me salvar / Nem casar / Pra que se casar?”, onde a personagem recusa a ideia de que o casamento seja um destino obrigatório ou uma forma de redenção.
A letra também critica a hipocrisia social ao dizer: “O quanto que a gente é besta de esconder / Tudo que é pecado, tudo que é fora do contrato / Tudo que é gostoso e que faz bem”. Rubel mostra como as pessoas reprimem desejos e prazeres por medo do julgamento, enquanto a protagonista escolhe viver de forma plena e sem restrições. O verso “O que chama de amor é uma corda / Pra me enforcar” questiona relações amorosas opressoras e sugere que certas formas de amor impostas socialmente podem ser sufocantes. Ao recusar promessas, castelos ou resgates, a personagem busca respeito e igualdade, não dependência. A participação de Marina Sena na performance e seu interesse em gravar a música reforçam como essa mensagem de empoderamento e liberdade ressoa com outras mulheres.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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