
Feiticeiro Gozador
Rubel
Fé cotidiana e brasilidade em “Feiticeiro Gozador” de Rubel
Em “Feiticeiro Gozador”, Rubel propõe uma reflexão sobre a fé como uma forma de enxergar o mundo, mais ligada à percepção e à atitude diante da vida do que a uma crença religiosa tradicional. O verso “A minha fé não passa de um jeito de ver e de encontrar / A minha espada, o meu eu, meu ar” mostra que, para o artista, a fé é uma ferramenta pessoal para lidar com o cotidiano, encontrar sentido e valorizar as pequenas coisas. Essa abordagem se conecta ao conceito do álbum, que destaca a importância da simplicidade e das fragilidades humanas.
A ambientação da música em Salvador, sugerida pelo “sobrado antigo e rosa”, insere a canção em um contexto cultural brasileiro, reforçado por personagens como o “feiticeiro gozador”, “mestre-sala”, “doutor” e “velho professor brasileiro”. Essas figuras misturam elementos de sabedoria popular, espiritualidade e celebração, representando tanto pessoas reais quanto arquétipos do Brasil. O feiticeiro simboliza a capacidade de transformar o comum em algo especial, enquanto o mestre-sala remete à alegria e à tradição do samba. O questionamento “Milagres vão nos perseguir ou tudo é um milagre? Ou nada é?” expressa a busca por significado e encantamento no dia a dia, sugerindo que o milagre pode estar em qualquer lugar, dependendo do olhar de cada um. A sonoridade minimalista e a referência a João Gilberto reforçam o clima intimista e reflexivo, convidando o ouvinte a desacelerar e encontrar beleza no presente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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