
No Jequi tem Onha
Rubinho do Vale
Ironia e resistência regional em “No Jequi tem Onha”
A música “No Jequi tem Onha”, de Rubinho do Vale, utiliza ironia e humor para retratar as dificuldades históricas e sociais do Vale do Jequitinhonha. A letra faz uso de expressões populares e metáforas regionais para destacar a permanência das desigualdades. O verso “Os dedos caíram todos / Mas ainda vivem os anéis” ilustra como, mesmo após tantas perdas, os privilégios e a exploração continuam presentes, mostrando a resiliência do povo diante das adversidades.
A crítica social é direta em trechos como “Justiça no Vale é tanta / Como a carne nos pastéis”, que ironiza a falta de justiça e a desigualdade na região. A música também brinca com elementos do folclore local, como em “Sua vó é feiticeira / Passa n'água sem molhar”, sugerindo que só algo sobrenatural poderia resolver os problemas do lugar. O refrão “No jequi tem onha” faz referência tanto aos desafios (“onhas” como problemas e perigos) quanto à criatividade e resistência cultural do povo. Ao citar lendas e superstições, como “dente de coelho” e “cabeça de porco enterrada”, a canção mistura realidade e fantasia para mostrar a complexidade da região, denunciando com leveza e sarcasmo o abandono e a exclusão social vividos pelo Vale do Jequitinhonha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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