
Intervalo
Rui Veloso
Solidão e busca por reconhecimento em “Intervalo”
A música “Intervalo”, interpretada por Rui Veloso, aborda de forma sensível o sentimento de invisibilidade e exclusão. Nos versos “No livro que eu não li, No filme que eu não vi, Na foto onde eu não entrei”, o narrador expressa a sensação de estar sempre à margem das experiências e memórias importantes, como se sua presença passasse despercebida. A repetição de “Sou eu” ao longo da canção funciona como um apelo por reconhecimento, uma tentativa de afirmar sua existência diante dos outros.
O contexto da colaboração entre Per7ume e Rui Veloso, além do sucesso da música em Portugal, reforça o impacto emocional da obra, que se tornou um símbolo para quem já se sentiu deixado de lado. Trechos como “Diz que tenho sal, Não me deixes mal, Não me deixes...” revelam o desejo de validação e o medo de ser esquecido. Já a frase “Vida em câmara lenta, Oito ou oitenta” mostra a oscilação entre momentos de apatia e intensidade emocional. O “intervalo” citado no refrão representa o espaço em que o narrador finalmente consegue se expressar, mesmo que seja apenas para não incomodar, destacando a importância de pequenos momentos de voz para quem sente que não é ouvido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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