
Canção de Alterne
Rui Veloso
Reflexão sobre felicidade e julgamentos em “Canção de Alterne”
“Canção de Alterne”, de Rui Veloso, chama atenção pela alternância de conselhos opostos na letra, como “para de chorar” e, em seguida, “para de sorrir”. Essa oscilação revela uma visão realista e até cínica sobre a vida, mostrando que tanto a tristeza quanto a felicidade são estados passageiros e frequentemente alvo de julgamentos alheios. O verso “Nem Deus tem o dom / De escolher quem vai ser feliz” reforça a ideia de que não existe um destino garantido para a felicidade, questionando a crença em forças externas que controlariam o bem-estar das pessoas.
A colaboração com Nancy Vieira e a influência da música de Cabo Verde, além da participação de Bernardo Sassetti, enriquecem a canção com elementos culturais e emocionais, trazendo nuances de melancolia e esperança típicas da morna. A letra também critica a superficialidade dos julgamentos sociais, como em “Só por leviandade / Se pode sorrir assim / Num estado de graça / Que até ofende quem passa”, sugerindo que a felicidade exibida pode gerar inveja ou desconfiança. O conselho final, “Ela pode atrair / O ciúme e a inveja / Tu não perdes pela demora / E a seguir tudo se evapora”, alerta para a efemeridade dos bons momentos e para os riscos de ostentar emoções, reforçando o tom direto e realista da música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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