
Role na Vila
RZO
Realidade e resistência em “Role na Vila” do RZO
“Role na Vila”, do RZO, retrata de forma clara a transformação das periferias, mostrando que, mesmo com melhorias físicas, como o trecho “favela da Mandioca não é a mesma, era só barracos agora é só tijolo vermelho”, os problemas sociais e o preconceito persistem. A música expõe o cotidiano dos moradores, destacando que a opressão policial e a discriminação continuam presentes: “a polícia nos trás, preconceito demais, a miliano sempre a mesma coisa”. Esse olhar crítico é reconhecido por estudiosos, que veem a canção como um retrato fiel da relação tensa entre periferia e Estado.
A letra valoriza a memória coletiva e a resistência cultural, citando personagens locais, referências musicais como Jorge Ben, Wu-Tang Clan e Racionais, além de práticas como o “rolê na vila” e encontros no campinho. O orgulho da origem e a valorização da negritude aparecem em versos como “tem que honrar a negritude, ser um preto de verdade o que não se ilude”, reforçando o compromisso do RZO em dar voz às vivências negras e periféricas. O refrão de Negra Li, ao repetir a experiência de discriminação, reforça tanto o sentimento de exclusão quanto a força coletiva. Assim, a música se consolida como um manifesto de identidade, resistência e esperança, mostrando que a comunidade segue unida, celebrando conquistas e lutando por respeito.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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