
Sobradinho
Sá & Guarabyra
Transformação e luto no sertão em “Sobradinho” de Sá & Guarabyra
Em “Sobradinho”, Sá & Guarabyra abordam as consequências da construção da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, ocorrida durante o regime militar. A música destaca o impacto dessa obra sobre o sertão nordestino, especialmente o deslocamento forçado de milhares de pessoas e o alagamento de cidades inteiras. Isso fica claro nos versos: “Adeus, Remanso, Casa Nova, Sento-Sé / Adeus, Pilão Arcado, vem o rio te engolir”, que citam cidades reais submersas pelo lago da represa, reforçando o sentimento de despedida e luto coletivo.
O refrão “O sertão vai virar mar, dá no coração / O medo que algum dia o mar também vire sertão” expressa a preocupação com as mudanças drásticas provocadas pela ação humana e o temor de que o ciclo de destruição se repita. A letra também faz referência à profecia do beato Antônio Conselheiro, líder da Guerra de Canudos, ao dizer: “passo a passo vai cumprindo a profecia / Do beato que dizia que o sertão ia alagar”. Assim, a canção sugere que a tragédia não é apenas natural, mas resultado de decisões políticas e econômicas. O tom melancólico e reflexivo evidencia o impacto emocional dessas transformações, transmitindo a sensação de impotência diante das grandes obras e da perda de uma vida inteira submersa “debaixo d’água”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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