
País de Fome
Sabotage
Retrato da periferia e resistência em "País de Fome"
Em "País de Fome", Sabotage constrói um retrato sincero e afetivo da periferia de São Paulo, especialmente do Brooklin, bairro onde cresceu. Ao citar amigos e familiares, o rapper mostra como a saudade dos que se foram se mistura à luta diária pela sobrevivência. O verso “Até o Loquinho não se despediu de mim deixou sozinho / Parte do Canão Deus levou” destaca a perda constante de pessoas próximas, vítimas da violência e das dificuldades do cotidiano. A expressão "País da Fome" é usada por Sabotage para denunciar a miséria e a desigualdade social que marcam as comunidades periféricas, mostrando que a fome e a falta de oportunidades são problemas estruturais e persistentes.
A letra tem um tom direto e realista, evidenciando a dureza da vida na quebrada e a importância da humildade e do respeito para sobreviver: “A humildade sempre se exaltou no melhor momento ah / Tem que ser 100% Sabotage pra ter mais humildade só tomando Sustagem”. A menção ao suplemento alimentar "Sustagem" funciona como uma metáfora irônica para a dificuldade de manter a dignidade em meio à escassez. Já o verso “A vida é realidade não é filme / Ninguém é herói de verdade nem Holyfield” reforça que, diferente das histórias de superação heroica, a vida na periferia exige resiliência e consciência dos próprios limites. Para Sabotage, o rap é um "portal", um caminho de expressão e resistência, reafirmando seu compromisso com a denúncia social e a valorização das experiências da favela.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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