
Sai da Frente
Sabotage
Realidade e resistência nas ruas em “Sai da Frente”
Em “Sai da Frente”, Sabotage utiliza a expressão “águas turvas” como metáfora para as adversidades e incertezas enfrentadas nas favelas, uma ideia inspirada por uma conversa com o diretor Hector Babenco. O refrão “Sai da frente! Que o mar não tá pra peixe” reforça o clima de urgência e sobrevivência, indicando que só quem está realmente envolvido na luta diária — “quem for do corre” — consegue avançar diante das dificuldades impostas pela desigualdade social.
A letra retrata de forma direta a dura realidade das periferias de São Paulo, abordando temas como violência, fome e exclusão. Versos como “Bala perdida é igual cadeia, dura e ardente” e “A fome em Sampa, a ruína esmagadora agrava a gente” mostram o cotidiano marcado pelo medo e pela escassez. Sabotage também critica a falsa ideia de igualdade com “Me disseram que o sol nasceu pra todos, pra quem será que dizem, mano? Pra nós que é pobre, sempre, um simples tolo!”, denunciando a hipocrisia social e a falta de oportunidades para os marginalizados. Apesar do cenário hostil, a música traz uma mensagem de resistência e autoestima, incentivando a união e a busca por transformação: “A união transforma em força, move gente de tantos país... Educadamente, inteligentemente sai da frente”. O apelo final para “andar com Deus” e evitar a violência revela o desejo de superação e mudança, mesmo diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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