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Hemisfério Racional

Salvador da Rima

Crítica social e resistência em "Hemisfério Racional"

"Hemisfério Racional", de Salvador da Rima, faz uma crítica direta à criminalização da juventude periférica e à impunidade dos verdadeiros detentores do poder. O verso “nem sempre o lado que fala mais alto é o lado que tem a razão” resume a ideia central da música: a voz das periferias é frequentemente ignorada, enquanto as estruturas de poder mantêm a desigualdade e a violência. Salvador usa sua própria experiência para mostrar como jovens das periferias são rotulados desde cedo, privados de autoestima e ensinados a não sonhar, como revela o trecho “Eu nasci sem nada no meio da guerra sonhando com o pódio / Sendo ensinado a nunca a sonhar e não ter amor próprio”.

A letra também denuncia problemas como a precariedade do transporte público, a dificuldade de acesso a direitos básicos e a repressão policial seletiva. Ao mencionar armas e a escalada da violência em várias regiões do Brasil, Salvador mostra que a questão é sistêmica, não restrita a um único lugar. O trecho “Eles prendem o Oruam, mas não prendem quem te mata / Porque os pior bandidos são os que tão no poder” reforça a crítica à seletividade penal e à corrupção institucional, questionando quem realmente representa perigo à sociedade. Ao se autodenominar “Hemisfério Racional”, Salvador reivindica o direito de ser ouvido e propõe uma visão lúcida sobre a realidade, desafiando o estigma de marginalidade imposto pelo Estado e pela sociedade.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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