
Nunca Estamos Livres
Salvador da Rima
Reflexão sobre opressão e resistência em “Nunca Estamos Livres”
A música “Nunca Estamos Livres”, de Salvador da Rima, expõe de forma clara como as prisões enfrentadas por quem vive na periferia vão além das grades físicas. O artista aborda o preconceito, a opressão policial e as limitações impostas pelo sistema, mostrando que a criminalização do jovem periférico é uma realidade constante. Ao dizer “Eles chamam de bandido, mesmo nós fazendo certo”, Salvador faz referência direta à sua própria experiência em 2021, quando foi vítima de uma abordagem policial violenta. Esse episódio, amplamente divulgado, reforça o sentimento de que, mesmo tentando agir corretamente, a sociedade insiste em rotular e marginalizar quem vem da periferia.
A letra também discute a liberdade como um conceito relativo e muitas vezes inalcançável, seja pela repressão estatal, pelas condições sociais ou pelas barreiras internas. Salvador destaca a resistência intelectual e espiritual ao afirmar: “Podem calar nossa voz, mas não nosso pensamento / Podem prender nossos corpos, mas não o conhecimento”. A citação bíblica de Hebreus 13:3 e a menção ao “tempo do Egito” ampliam o sentido de escravidão moderna, conectando a luta atual à história de opressão e busca por libertação. No trecho final, “Mesmo dentro de uma gaiola um pássaro nunca perde o dom de cantar”, a música transmite uma mensagem de esperança e resiliência: apesar das prisões impostas, a essência e a voz de quem resiste permanecem vivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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