
Paz, Justiça e Liberdade
Salvador da Rima
Realidade periférica e resistência em “Paz, Justiça e Liberdade”
A música “Paz, Justiça e Liberdade”, de Salvador da Rima, expõe de forma direta como a falta de oportunidades e a opressão afetam a juventude das periferias, especialmente na zona leste de São Paulo, onde o artista cresceu. O trecho “Falta de estudo e de oportunidade / Deixa o menor revoltado com 12 anos de idade” mostra como a exclusão social começa cedo, levando muitos jovens à revolta e ao envolvimento com o crime como resultado do abandono do Estado. Salvador da Rima usa sua experiência pessoal para ilustrar uma realidade coletiva, deixando claro que o desejo por paz, justiça e liberdade é um sentimento compartilhado por toda a comunidade.
No verso “Se o culpado não é o sistema então me fala é quem”, o artista faz uma crítica direta ao sistema social e político que mantém a desigualdade e a violência. Ele também denuncia a hipocrisia social ao afirmar “Aqui não é a Disneylândia tá mais pra Brasilândia / É desse lado que fica o terror da burguesia”, contrastando a dura realidade da periferia com a visão idealizada de quem está fora dela. O refrão repetido reforça o pedido por direitos básicos negados à população marginalizada. Ao mencionar famílias de luto e amigos presos, Salvador da Rima humaniza as estatísticas, mostrando o sofrimento real causado pela violência e repressão policial. Assim, a música se torna um manifesto por dignidade e respeito, dando voz a quem normalmente não é ouvido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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