
Império do Povo 2026 - Mestre Patrick
Samba Concorrente
Força ancestral e resistência em “Império do Povo 2026”
“Império do Povo 2026 - Mestre Patrick”, interpretada por Samba Concorrente, destaca a importância da ancestralidade feminina e da espiritualidade afro-brasileira na construção da identidade coletiva do Amapá. A menção a Nanã Burukú, divindade das águas e da ancestralidade, é central na música. Quando a letra diz: “A deusa da alma atemporal / Pilar ancestral / No berço da lama”, faz uma ligação direta entre Nanã, a origem da vida e a resistência cultural, usando a lama dos manguezais e igarapés como símbolos do nascimento e da força do povo amapaense.
O samba-enredo, criado para o desfile da escola Império do Povo em 2026, reforça a valorização das raízes e da comunidade local. Elementos como “palha”, “louça sagrada” e “batuques” representam práticas e saberes transmitidos por mulheres negras e quilombolas, evidenciados em “Ah vovó! Iyá gbogbo Iyá / Memória quilombola”. O verso “Na encruza do terço e o alguidar” mostra o sincretismo religioso típico do Amapá, onde catolicismo e religiões de matriz africana se misturam. Ao pedir “Saluba Nanã burukú Iyá agbá / A divindade pro meu povo adorar”, a música reafirma a fé e a ancestralidade como fontes de força e esperança, celebrando a resistência e a continuidade cultural do povo amapaense no contexto do carnaval.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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