Exibições da letra 62

Portela 2026 - Luís Caffé e Cia

Samba Concorrente

LetraSignificado

    Moedas, pimenta e farinha
    Pra benzer a travessia de um preto coroado
    O tanoeiro, cavaleiro do Benin
    Segue a luz que brilha em mim
    E nos estende as mãos do sagrado
    Caminhos no vai e vem das marés
    Pra mostrar o revés
    De um rincão brasileiro escravizado
    Caminhos no vai e vem das marés
    Custódio, diz quem tu és
    Príncipe predestinado

    A chave erguida, raiz assentada
    As torres indicam a encruzilhada
    Porto alegre a ser fundamentado
    Laroyê, babá, alupo, Bará do mercado

    Terras de estâncias charqueadas
    O preconceito cala para ouvir a nossa voz
    No jogar das pedras preciosas
    Adivinhações convertem toda aristocracia
    Consagrando o batuqueiro
    Casas, vilas e terreiros ao raiar de um novo dia
    Abençoado manto de nossa senhora
    Nossa prece é agora
    Coroa seu menino em cavalgada
    No toque das nações do axé
    Ecoam os Ilus na madrugada
    Pro nosso povo então louvar de pé

    Ai ai negrinho
    Nesse instante acenda a vela
    Do pastoreio ilumine a portela
    Pra realeza do batuque nos guiar
    Faz Madureira de novo voar
    Faz Madureira de novo sonhar
    Moedas, pimenta e farinha
    Pra benzer a travessia de um preto coroado
    O tanoeiro, cavaleiro do Benin
    Segue a luz que brilha em mim
    E nos estende as mãos do sagrado
    Caminhos no vai e vem das marés
    Pra mostrar o revés
    De um rincão brasileiro escravizado
    Caminhos no vai e vem das marés
    Custódio, diz quem tu és
    Príncipe predestinado

    A chave erguida, raiz assentada
    As torres indicam a encruzilhada
    Porto alegre a ser fundamentado
    Laroyê, babá, alupo, Bará do mercado

    Terras de estâncias charqueadas
    O preconceito cala para ouvir a nossa voz
    No jogar das pedras preciosas
    Adivinhações convertem toda aristocracia
    Consagrando o batuqueiro
    Casas, vilas e terreiros ao raiar de um novo dia
    Abençoado manto de nossa senhora
    Nossa prece é agora
    Coroa seu menino em cavalgada
    No toque das nações do axé
    Ecoam os ilus na madrugada
    Pro nosso povo então louvar de pé

    Ai ai negrinho
    Nesse instante acenda a vela
    Do pastoreio ilumine a portela
    Pra realeza do batuque nos guiar
    Faz Madureira de novo voar
    Faz Madureira de novo sonhar


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