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Portela 2026 - Toninho Geraes e Cia

Samba Concorrente

Upa negrinho correndo na estrada
Pra avisar toda a negrada
Foi Custódio que chegou
Upa negrinho que coisa mais linda
Pastoreia a mandinga de Bará, o protetor
O príncipe, malandro querubim
Da nobreza do Beniin, o senhor da encruzilhada
A águia reluzente feito Sol
Traz dos pampas um farol
Africanidade eternizada

Rio Grande terreiro, eg’ lebara
É o sul mandingueiro que fala

Caô, salve os herdeiros de Xangô
Dos oprimidos e bastardos
Bastião da fé
Do povo que o branco negou

Começo, meio e começo, pois a vida é cíclica
O meio dá o preço, e o negro paga a dívida
Tem jeje e nagô atrás do rosário
Aos pés de atotô, o santo sudário
Obatalá é Deus no santuário
Enfim, hoje assentado no mercado
Pelos gaúchos cultuado
O curandeiro das mazelas
Por nós, do povo preto libertado
O seu batuque exaltado
No altar do samba da Portela

Acende a vela pro pedido acontecer
Acende a chama no olhar de um erê
Na luta por igualdade reencontrar a história
Avante portelense pra vitória

Composição: Toninho Geraes / Eli Penteado / Paulo César Feital / Alexandre Fernandes / Víctor do Chapéu / Juca. Essa informação está errada? Nos avise.

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