
Acadêmicos da Abolição - Samba-Enredo 2019
Samba-Enredo
Resistência e orgulho negro em “Acadêmicos da Abolição - Samba-Enredo 2019”
“Acadêmicos da Abolição - Samba-Enredo 2019” traz à tona a força da "escrevivência" de Conceição Evaristo, mostrando como a literatura pode transformar a dor ancestral em resistência e orgulho. O verso “Avisa a casa grande, é chegada a Abolição / Escrita assinada pelas mãos de Conceição” faz uma ligação entre a abolição formal da escravidão e a abolição simbólica promovida pela escrita de Evaristo, que reconta a história sob a ótica negra e feminina, tema central do enredo da escola de samba.
A letra evidencia que a opressão não acabou com a abolição oficial, como em “O meu quilombo é chamado de favela / Enquanto o negro continua escravizado”, mostrando a permanência da marginalização nas favelas. Ao citar “Ecoa a voz dos porões, lamento / Senzala grita em obediência”, a música resgata a memória do sofrimento, mas também destaca a força das mulheres negras, chamadas de "sentinelas", que seguem lutando por liberdade. O samba valoriza a cultura afro-brasileira ao mencionar “Samba vem do terreiro de Ciata” e “Kizomba! É homenagem a Zumbi”, conectando a resistência cultural à luta política. O conceito de "escrevivência" sintetiza essa trajetória: a escrita que nasce da experiência, transformando dor em poesia e luta por igualdade. Assim, a música se apresenta como um manifesto de orgulho, resistência e esperança por justiça.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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