
Unidos de Bangu - Samba-Enredo 2018
Samba-Enredo
Resistência e ancestralidade em “Unidos de Bangu - Samba-Enredo 2018”
“Unidos de Bangu - Samba-Enredo 2018” retrata a travessia do Atlântico como um símbolo de sofrimento e resistência, chamando o oceano de “Calunga Grande” para destacar a dor e a saudade dos africanos escravizados. Termos como “Alafin de Oyo” e a menção à rainha Agotime conectam a letra à ancestralidade africana, mostrando como a herança dos povos de Oyó e de outras nações permanece viva na cultura afro-brasileira. Expressões como “olhar de serpente, nobreza de raça” e “valentia de um Leão” reforçam a força, dignidade e coragem diante da opressão, enquanto “quebra a corrente e não se entrega não” simboliza a luta contínua contra a escravidão e a desigualdade.
A música também homenageia figuras históricas de resistência, como Chico-Rei (Galanga), que representa a conquista da liberdade e a formação de comunidades negras autônomas. A referência ao Quilombo dos Palmares destaca a luta coletiva contra a escravidão. Ao citar “festa no Quariterê” e o “ébano altar da ginga”, o samba celebra a espiritualidade, a devoção e as tradições afro-brasileiras, como o toque de cabaça e os cantos em iorubá. Dessa forma, o samba-enredo transforma a dor da travessia em um canto de orgulho, resistência e esperança, valorizando a cultura negra e sua capacidade de se reinventar e celebrar a vida mesmo diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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