
Paisagem da Janela (part. Lô Borges)
Samuel Rosa
Reflexão sobre vida e tempo em “Paisagem da Janela”
A música “Paisagem da Janela (part. Lô Borges)”, interpretada por Samuel Rosa, parte de uma cena real observada por Fernando Brant em Diamantina: a vista da janela de seu quarto, que incluía uma igreja e um cemitério. Essa imagem cotidiana serve como ponto de partida para uma reflexão sobre temas como vida, morte e o passar do tempo. Nos versos “Vejo uma igreja um sinal de glória / Vejo um muro branco e no vôo um pássaro / Vejo uma grade e um velho sinal”, cada elemento da paisagem ganha significado simbólico. A igreja sugere espiritualidade e esperança, o cemitério remete à finitude, e o pássaro em voo representa liberdade e a transitoriedade da existência.
A letra também aborda a dificuldade de comunicar sentimentos profundos, como nos versos “Quando eu falava dessas cores mórbidas / Quando eu falava desses homens sórdidos / Mas eu falava deste temporal”. O eu lírico expressa percepções incômodas sobre a vida, que não são compreendidas por quem o escuta (“Você não escutou / Você não quer acreditar, mas isto é tão normal”). A figura do “cavaleiro marginal, banhado em ribeirão” simboliza alguém que vive à margem, enfrentando as adversidades sem buscar conformidade, e que se conecta à natureza e à simplicidade. Ao final, a música propõe uma aceitação tranquila da realidade, incentivando o ouvinte a encontrar sentido e beleza mesmo em cenários marcados pela melancolia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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